Drumming GP

Vocacionado para a música contemporânea e de portas abertas a todos os mundos sonoros, o Drumming Grupo de Percussão, fundado e dirigido por Miquel Bernat, afirma-se como um dos mais importantes coletivos do género a nível internacional, desde o seu surgimento em 1999.

O Drumming GP desafia a inovação sonora propondo espetáculos de caráter diverso, sustentados pela sua coerência estética e unidade poética que unem a música à vertente cénica e outras formas de arte, com o foco de inquietar o público e criar novos tipos de concerto, sempre com uma narrativa muito sólida. O grupo viaja da percussão erudita ao jazz, passando pela electrónica e o rock e tentando igualmente desenvolver música de cena para teatro, ópera e bailado. A sua constante atividade criativa conta também com as vertentes didático-pedagógica e social.

O Drumming GP é pioneiro na criação de uma orquestra de timbilas (instrumento tradicional africano e antepassado da Marimba) que tanto interpreta as músicas de tradição oral (de origem Moçambicana), como músicas concebidas por compositores contemporâneos que escrevem especialmente para o grupo. Criou também o primeiro ensemble de steel drums (instrumento tradicional de Trindade e Tobago) da Península Ibérica baseado também nas duas vertentes: tradicional e experimental.

Na sua constante actividade e criação de música contemporânea, em parceria com compositores e artistas conceituados, o Drumming encomendou e estreou, desde 1999, centenas de obras e tem, por isso, contribuído significativamente para o crescimento do repertório para grupo de percussão e outras formações com percussão. Devido a este facto o grupo conta com uma obra única e personalizada e actuou já com muitos outros agrupamentos e solistas, dos quais se destacam Ivan Monigueti (violoncelo), Glen Velez (percussionista), Sergio Carolino (Tuba), e Edicson Ruiz (contrabaixo Orquestra Simon Bolivar/Filarmónica de Berlim).
Na discografia do grupo constam Unreal Sidewalk Cartoon (Bernado Sasseti + Drumming GP), Pocket Paradise (2009) dedicado à música de Jesus Rueda, Step by Step (2013), com música de António Pinho Vargas e Mares (2016), com composições de António Chagas Rosa (considerado o melhor disco do ano pelo Público em 2016). Ainda no ano de 2017 será lançado Haikus do Mar, um monográfico do compositor José Manuel Lopèz Lopèz, pela editora Neu Records.

Para além da sua pro-atividade ao nível da criação de novos espetáculos, o grupo trabalha e explora, desde a sua criação, a qualidade, personalidade e inovação do seu som, colaborando também na invenção e configuração de instrumentos e baquetas únicas.

Foi grupo residente da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura e atua com regularidade nas mais conceituadas salas nacionais das quais se destacam a Fundação Gulbenkian, Teatro Nacional São João, Culturgest, Centro Cultural de Belém, Teatro Rivoli, Serralves, Casa da Música. No estrangeiro apresentou-se em Espanha, Bélgica, França, Alemanha, Itália, Suiça, África do Sul e Brasil.