Anthony Pateras

Anthony Pateras é compositor, pianista e intérprete de música electrónica em ativo desde finais dos anos 90. Pateras recebeu encomendado do INA-GRM, Radio France, Südwestrundfunk, ensemble]h[iatus, Muzzix, Lampo e Kitchen Orchestra Stavanger. Intérpretes de sua música incluíram os Angeles Philharmonic, BBC, Toronto e Melbourne Symphony Orquestras, Brett Dean, Australian Chamber Orchestra, Golden Fur, ICE e Jess Aszodi.


Recentes encomendas incluem a Dread Of Voids (Festival Archipel, Genebra, 2021), Syncopes (Centro di Musica, Modena, 2020), Mécanique Céleste (A&F Architectes, Yverdons-Les-Bains, 2020) & Pseudacusis (Musica Sanae Festival: Nápoles, Sokołowsko, Berlim, 2019). Apresentado recentemente no Festival de Perth 2023, Sacrum Profanum (Cracóvia, 2022) e Klangspuren (Schwaz, 2021). Ele apresentou pessoalmente sua música em mais de 70 festivais internacionais.


Anthony escreveu inúmeras peças para percussão; seus primeiros solos Hypnagotics & Mutant Theatre tem sido amplamente executada, outras obras encomendadas e/ou executadas por Eklekto, Synergy Percussion, Speak, Percussion Group The Hague, Vanessa Tomlinson, Diego Espinosa, Third Coast Percussion/ Timothy Munro e os percussionistas da Sinfônica de Basel.

Anthony ha publicado más de 45 lanzamientos discográficos en Tzadik (Nueva York), Editions Mego (Viena) y Ipecac (San Francisco). En 2023,lançaráánovossalbumess en ShelterPrezs/La Becque (París/Vevey) y Another Timbre (Sheffield).

Chronotope

Drumming & Anthony Pateras. A mudança climática está acelerando a maneira como o som viaja debaixo d’água; quanto mais quente mais rápidas viajam as ondas sonoras. Os animais marinhos se comunicam por meio do som. Mudanças neste meio afeta sua capacidade de se alimentar, lutar, migrar… os ecossistemas subaquáticos dependem da velocidade do som: ritmos, batidas, cliques…Pateras parte de estas premissas e da recolha de sons no Fish Bioacoustics da Faculdade de Ciências de Lisboa para recriar e compor a sua “tese” eco-artística submergindo o público num oceano des ons subaquáticos e percussões de cambiantes ritmos.

Muitos animais marinhos se comunicam e navegam por meio do som. Mudanças na velocidade do som afeta sua capacidade de se alimentar, lutar, encontrar um parceiro, evitar predadores e migrar. Para sobreviver e prosperar os ecossistemas subaquáticos dependem da própria velocidade do som e estes ecossistemas estão constituídos por múltiplos elementos rítmicos: batidas, cliques e comunicações entre a vida marinha, bem como correntes em mudança e topologias geológicas.

A politemporalidade (a interação de diferentes velocidades simultâneas) é um elemento que aparece frequentemente no trabalho de Pateras.

A sensação de múltiplos pulsos ou linhas melódicas, tocadas em diferentes instrumentos em diferentes velocidades, cria uma escuta multidimensional e hipersensorial. Projetando vários ritmos ao redor do espaço, múltiplas formas e focos musicais convergem para formar um poderoso coletivo de experiências sonoras.

Pateras esteve em residência em Lisboa, Junho de 2023 a trabalhar com gravações do “Fish Bioacoustics” Laboratório da Faculdade de Ciências (https://www.fishbioacoustics.pt/). Este laboratório tem microfones permanentes instalados no estuário do Tejo para monitorizar o impacto do ruído antropogénico na vida do mar, bem como uma extensa coleção de gravações marinhas da Arrábida, Ilhas dos Açores e Moçambique. O objetivo principal do laboratório é estudar o impacto do ruído e da mudança climática nas espécies locais, especificamente na reprodução e comunicação do peixe-rã e da corvina.

As gravações em alto mar serão manipuladas e esculpidas usando o raro e distinto “Kyma”um sistema de design de som, uma estação de trabalho sofisticada para a transformação espectral. Essas gravações serão mapeadas e orquestradas em quarteto de percussão + piano preparado para ser tocado ao vivo em um concerto eletroacústico virtuoso focado na comunicação musical que se pode fazer debaixo d’água.