For Percussion

Drumming & @C. This album collects works created for or with Drumming GP, a percussion ensemble founded in 1999 by Miquel Bernat, a world-class performer and teacher. Drumming works across styles, from contemporary composition to jazz, from music for theatre and dance, to a timbila orchestra that explores the traditional African instrument in its traditional repertoire and contemporary compositions. Drumming has partnered with dozens of composers to create new works that have significantly contributed to expanding the contemporary repertoire for percussion ensembles. They have released multiple works, from monographic albums to collaborations with composers such as Jesus Rueda, António Pinho Vargas, José Manuel López López, Luís Tinoco, Joana Gama and Luís Fernandes, Vasco Mendonça, or Mark Fell.

This collaboration led to reflect upon and reconsider our working processes. When we make music, we usually do not write for other musicians but rather for ourselves, and for our computers, we program. Perhaps because of that, we tend not to think about what we do as “composing”.

A composition prescribes the results of a process that, in general, it does not detail. A program, on the other hand, is focused on a process. Both are information. The composition is a description and the program is an instruction. But a composition can, of course, contain or be procedural information, information that does. A composition can be a liminal object that is part abstraction and part embodied activity.

When Miquel Bernat approached us with a proposal to compose a piece that could bring us together on stage: our computers and their percussion, our lack of musical gesture and their finely honed stage presence, we had to, for the first time, compose for other musicians. We had to consider how our processes of programming could become processes of composing.

This led us to experiment with several approaches and methodologies, not only for that first commission but also for subsequent collaborations. In this process, we discovered ways to collaborate and to create with Drumming.Some of the results of this work with Drumming are already published in other contexts: 62, created from recordings with Miquel Bernat, published in 2008 in the album Up, Down, Charm, Strange, Top, Bottom; or 88 (two firsts) published in 2011 in a compilation. Several of these compositions were performed live, and they are now presented in a recorded format for the first time.

Chronotope

Drumming & Anthony Pateras. A mudança climática está acelerando a maneira como o som viaja debaixo d’água; quanto mais quente mais rápidas viajam as ondas sonoras. Os animais marinhos se comunicam por meio do som. Mudanças neste meio afeta sua capacidade de se alimentar, lutar, migrar… os ecossistemas subaquáticos dependem da velocidade do som: ritmos, batidas, cliques…Pateras parte de estas premissas e da recolha de sons no Fish Bioacoustics da Faculdade de Ciências de Lisboa para recriar e compor a sua “tese” eco-artística submergindo o público num oceano des ons subaquáticos e percussões de cambiantes ritmos.

Muitos animais marinhos se comunicam e navegam por meio do som. Mudanças na velocidade do som afeta sua capacidade de se alimentar, lutar, encontrar um parceiro, evitar predadores e migrar. Para sobreviver e prosperar os ecossistemas subaquáticos dependem da própria velocidade do som e estes ecossistemas estão constituídos por múltiplos elementos rítmicos: batidas, cliques e comunicações entre a vida marinha, bem como correntes em mudança e topologias geológicas.

A politemporalidade (a interação de diferentes velocidades simultâneas) é um elemento que aparece frequentemente no trabalho de Pateras.

A sensação de múltiplos pulsos ou linhas melódicas, tocadas em diferentes instrumentos em diferentes velocidades, cria uma escuta multidimensional e hipersensorial. Projetando vários ritmos ao redor do espaço, múltiplas formas e focos musicais convergem para formar um poderoso coletivo de experiências sonoras.

Pateras esteve em residência em Lisboa, Junho de 2023 a trabalhar com gravações do “Fish Bioacoustics” Laboratório da Faculdade de Ciências (https://www.fishbioacoustics.pt/). Este laboratório tem microfones permanentes instalados no estuário do Tejo para monitorizar o impacto do ruído antropogénico na vida do mar, bem como uma extensa coleção de gravações marinhas da Arrábida, Ilhas dos Açores e Moçambique. O objetivo principal do laboratório é estudar o impacto do ruído e da mudança climática nas espécies locais, especificamente na reprodução e comunicação do peixe-rã e da corvina.

As gravações em alto mar serão manipuladas e esculpidas usando o raro e distinto “Kyma”um sistema de design de som, uma estação de trabalho sofisticada para a transformação espectral. Essas gravações serão mapeadas e orquestradas em quarteto de percussão + piano preparado para ser tocado ao vivo em um concerto eletroacústico virtuoso focado na comunicação musical que se pode fazer debaixo d’água.